Artista Inspirção: Fabio Mauri (1926-2009)
15-julho-2015

Obra de Fábio Mauri (1926-2009), “O muro ocidental ou o muro das lamentações”, de 1993, está na Bienal de Veneza de 2015. Esse artista, que sempre teve suas obras movidas pelo trauma vivido da segunda guerra mundial, faz nessa obra, uma grande parede de malas empilhadas. Seria uma referência as bagagens confiscadas pelos nazistas nos campos de extermínio durante a guerra. Muito impactante para quem visita o Pavilhão Central da bienal que vai até novembro.

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Outras obras marcantes do artista são “Ebrea” da fotografia abaixo, que foi uma performance de 1971, onde uma mulher nua fica cortando o cabelo e simulando sua ida a câmara de gás. E a “Senza Arte”, ou “Sem Arte”.

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Bienal de Veneza 2015
14-julho-2015

A 56º edição da bienal de Veneza, “All the word´s futures” (Todos os futuros do mundo), segue a linha de outras amostras do mesmo formato como a bienal de São Paulo do ano passado e a bienal de Istambul de 2013. Todas usam a arte como um filtro para retratar crises sociais atuais.

Com a curadoria do nigeriano Okwui Enwezor, é de certa forma mais dramática e pessimista, a começar pelas telas negras penduradas na entrada do pavilhão central, do artista colombiano Oscar Murillo.

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Artista como o italiano Fabio Mauri, Jason Moran e alicia hall moran EUA, Adel abdessemed da Argélia, Bruce Nuaman dos EUA, Steve Mcqueen englan, apresentam os seus trabalhos na bienal.

No catalogo Enwezor afirma que a arte não precisa, necessariamente , abordar questões sociais, mas uma bienal de Veneza, neste momento do mundo precisa.

Sem dúvida esta é uma bienal necessária. Afinal ela encerra com as fotos de Walker Evans tiradas durante os anos da depressão norte americana nos anos 1930 e parece que nada mudou muito desde então.

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Homenagem a Amália Rodrigues, por Vhils
07-julho-2015

Convidado pela Universal França a dirigir um disco de homenagem a Amália Rodrigues, o realizador Ruben Alves (de A Gaiola Dourada) juntou algumas das maiores vozes do fado contemporâneo (Ana Moura, Carminho, António Zambujo, Camané, Gisela João e Ricardo Ribeiro) para cantar o reportório amaliano.

Para a capa de Amália, asVozes do Fado, com lançamento a 17 de Julho, ao pensar no fado como música urbana, pertencente às ruas, emanada do povo, lembrou-se de pedir ao artista Vhils (Alexandre Farto) que, em colaboração com a Câmara Municipal de Lisboa, criasse uma efígie de Amália feita em pedra portuguesa.

Para Vhils, é importante para o graffiti emblemático do Maio de 68 “sous les páves, la plage” (sob a calçada, a praia), um dos momentos fundadores da street art. A imagem de Amália, que habita desde esta quinta-feira o bairro de Alfama depois de inaugurada pela vereadora da Cultura Catarina Vaz Pinto, parte do chão e segue parede acima. “A parede é importante porque transpira todas as nossas memórias e guarda a emoção do fado cantado na rua”, justificou Ruben Alves ao público. Mas importante também, acrescenta o realizador, porque a partir de hoje, “quando chover, as pedras da calçada vão chorar” como se escutassem um fado de Amália.

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Texto de Carlos Alberto

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Urs Fischer- Artista inspiração do dia

A inspiração do dia é o artista Urs Fischer,
de 1973, que começou sua carreira na Suíça, onde estudo fotografia. Se mudou em 1993 para Amsterdam e teve sua primeira mostra individual em 1996 em Zurique. Hoje em dia tem um vasto repertório de obras de arte, sendo objetos, pinturas, colagens e instalações além de importantes mostras no currículo, entre elas a “Manifesta 3” e a Bienal de Veneza de 2003, 2007 e 2011 e tem obras
em importantes museus da Europa e Estados Unidos.

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“Crown Fountain” em Chicago, de Jaume Plensa
06-fevereiro-2015

A “Crown Fountain” é uma fonte no meio do “Millennium Park” em Chicago, feita pelo artista Jaume Plensa em 2004. Chama muito atenção por ser composta por duas torres de blocos de vidro gigantes, de 15m de altura cada uma, com imagens de rostos de cidadãos de Chicago, e ficam mudando a todo instante. O jato de água sai da boca das pessoas, como se pode ver na foto e a água cai em uma superfície molhada de granito preto, que causa o reflexo da torre. É muito interessante pois tanto os moradores, como os turistas, interagem com essa obra de arte, principalmente nos dias de calor!!

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Jaume Plensa nasceu em Barcelona, na Catalunia e estudou arte em sua cidade natal, na Escola Superior de Bellas Artes de Sant Jordi. Além dessa importante obra, possui outras, todas na escala da cidade, como a imagem a seguir, de “El alma del Ebro”, em Zaragoza, na Espanha e a outra imagem do “Ocean Financial Centre”, em Singapura.

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Em 2012, Plensa fez uma intervenção na Praia de Botafogo, no Rio de Janeiro, colocando uma cabeça de 12m de altura, chamada de “Olhar em meus sonhos”, feita em mármore e resina e permaneceu de setembro a novembro no local.

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Alexandre Farto – mais conhecido como Vhils
29-janeiro-2015

Vihls é um artista super jovem português, cujo trabalho é super diferenciado e eu particularmente adoro!!!

Seus trabalhos mais conhecidos são de Street Art e são rostos desenhados em paredes, descascando-as e aproveitando as diferentes camadas que ela possui.

O resultado é incrível, como voces podem ver em algumas fotos abaixo!!!

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Damien Hirst na White Cube
10-dezembro-2014

A primeira mostra individual no Brasil do artista Damien Hirst, na Galeria White Cube, em São Paulo, está surpreendente!

Composta por 17 trabalhos inéditos, a exposição Black Scalpel Cityscapes, iniciou dia 11 de novembro e vai até dia 31 de janeiro de 2015.

Autor de obras que surpreenderam o mundo das artes a partir do final dos anos 80, como o famoso tubarão mergulhado em um tanque de formol (The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living) e a caveira humana cravejada de diamantes (For the Love of God).

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The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living- 1991

Damien Hirst Unveils Major New Work

For the Love of God- 2007

“Descritas pelo artista como “retratos de cidades vivas”, as obras apresentam uma variada seleção de instrumentos cirúrgicos que são agrupados para criar visões aéreas de espaços urbanizados ao redor do mundo. Nelas, Hirst investiga tópicos relacionados a realidades muitas vezes inquietantes do mundo moderno, como vigilância, crescimento urbano, globalização e a natureza virtual do conflito, assim como elementos que se relacionam a condição humana universal, tais quais nossas inabilidades para frear a deterioração física.”

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Galeria Origami no blog Cota Zero
25-novembro-2014

O Cota Zero fez uma publicação super legal sobre a Feira de Arte Contemporânea Parte, com super destaque para a Galeria Origami.

Vale a pena conferir!!!

Arte sem fronteiras: Galeria Origami


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Exposição de Gabriel Wickbold na Galeria Lume
15-agosto-2014

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Ontem ocorreu a vernissage da exposição de Gabriel Wickbold, para a Galeria Lume. A exposição vai até dia 21 de setembro e está emocionante.

As fotos são de corpos que parecem estar flutuando, no ar ou no água e depois são tratadas: raspadas, queimadas entre outras técnicas, resultando nas telas ali expostas. São corpos nus e expressivos. Muito bonito, vale a pena conferir.

Abaixo, o texto da exposição, muito bem escrito por Diógenes Moura, Escritor e Curador de Fotografia:

“O beco estreito do tempo está sem saída. Uma fotografa não é um espelho: diante do espelho sempre queremos parecer perfeitos, matéria para consumo. Cometemos os mesmos enganos. Diante do espelho você não se perdoa, quer ser bonito, adorado, encantador, quando na verdade o tempo aos poucos vai lhe tirando essa possibilidade. Os corpos “perfeitos” e iluminados como uma natureza morta que Gabriel Wickbold fotografou no seu estúdio/ caixa preta-renascentista estão prontos para serem corroídos. Ele, o fotógrafo, tenta saber por que queremos ser sempre perfeitos. Na poética das poses que aqui flutuam cada corpo está fadado ao desaparecimento. Engolidos por grilos numa festa com trilha sonora exclusiva, todos terão um futuro abissal: da superfície da fotografia restará apenas a marca do destino como resultado final. Na superfície dos corpos a segunda pele estará visível. Os produtos de beleza perderão a guerra. A nódoa da alma estará em riste.

A fotografia afina o desafio no universo da imagem fragmentada, no mundo enfermo do selfie (o olhar nada-além), na máscara impressa do dia seguinte, no medo contido face a face. Por que você não olha para mim com todas as suas rugas, cicatrizes, zonas de silêncio, perturbação, memória, esquecimento? Quem de nós será eterno? Sans Tache- Sem marcas é uma epígrafe. Uma passagem. O fotógrafo quer seguir adiante. Pensa ver outro como a si mesmo. Esses retratos quase desaparecidos e guardados em cápsulas não formam um anúncio publicitário para vender poros e músculos. Nem mesmo o artista sabe como será o próximo minuto. Sua fotografia propõe um pensamento, uma resposta. Nossa imperfeição está em jogo: lembra, corpo?

O beco estreito do tempo não tem saída. A fotografia não é um espelho. Mas poderá ser o reflexo de nós mesmos.”

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A obra “Beam Drop” de Chris Burden
30-julho-2014

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Em um dos pontos mais elevados de Inhotim, depara-se com a escultura de Chris Burden, Beam Drop. São 71 vigas de aço de diversos tamanhos, formatos e cores. É uma obra de grandes dimensões e formato aleatório. A montagem foi performática. Durante doze horas um guindaste lançou, em uma “piscina” de concreto, as vigas. Chris Burden dirigiu esse espetáculo. A escultura está à disposição para que as pessoas encostem, circulem por suas partes e façam suas próprias imersões.

Ela evoca estrutura, que lembra prédios, que lembra cidade, explosão nuclear, mas também abrigo. As vigas foram jogadas ou brotam da terra? Conforme as próprias palavras do artista, cada viga lançada é como se fosse seu corpo caindo e batendo contra a terra. Pioneiro da body art, cria situações extremas em suas obras e questiona o poder e o status.

Ele propõe uma desconstrução da escultura moderna, que foi favorecida pelas mudanças ocorridas nas artes, economia e política americana. A sociedade americana estava vivenciando a grande força do mercado financeiro e, a passagem de uma sociedade industrial para uma sociedade de serviços. Na década de 80, quando essa obra foi montada no Art Park, em Nova York, no cinema tinhamos Paris Texas de Wim Wenders, com uma temática pós modernista, um homem alucinado pela busca de si mesmo. Não há caminho, apenas um lugar imaginário, um não lugar. Na música o heavy metal consagrando as bandas Iron Maiden, Judas Priest , Metallica.

O impacto dessa estrutura na paisagem de Inhotim é grande. Ela pode ser vista e ouvida. Ao batermos nas vigas o som metálico se espalha por toda a colina, podendo invocar ora um grito, um silvo ou um gemido, dependendo da viga ou da altura onde foi a batida. A visão de vigas de aço brotando diretamente da montanha lembra que estamos no quadrilátero ferrífero de Minas Gerais. Se observarmos a paisagem mais distante vemos um veio de minério de ferro sendo explorado . De acordo com as palavras do artista: “o evento não é esclarecido, ficando em aberto para que o espectador especule sobre como, quando e porque aquelas vigas foram parar
ali.”

Texto de Vera Medeiros

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